O mundo
atual muda a cada instante, e para entendê-lo melhor ou ter uma participação
ativa na sociedade é importante estar bem informado. É necessário acompanhar as
notícias pela televisão, internet, escutá-las pelo rádio ou fazer a leitura do
jornal. A vantagem do jornal sobre os
demais é que, além de dar a notícia,
traz também uma série de comentários e análises sobre os acontecimentos diários
numa linguagem técnica e misteriosa, permitindo-nos praticar a língua através da leitura e da
escrita.
Para Nilson
Lage(1985) “a linguagem jornalística,
oferece nos dias de hoje uma espécie de “português fundamental”, uma língua de
base, não tão restrita que limite o crescimento lingüístico do aluno e nem tão
ampla que torne difícil o texto escrito ao comum dos estudantes.” Neste
sentido, nota -se a importância da linguagem jornalística escrita, pois ela se
apresenta como um modelo equilibrado para orientar os professores de língua
portuguesa. Ainda nesta perspectiva, Mario Perine salienta que “nos textos jornalísticos encontramos uma
grande uniformidade gramatical: não só as formas e construções encontradas nos
jornais são as mesmas dos livros científicos, como também não se percebem variações
marcadas: um jornal de Recife usa sensivelmente a mesma língua de um jornal de
Porto Alegre ou Cuiabá.” Assim, ele sugere que a escola propicie aos estudantes “ manejar uma linguagem técnica e jornalística, pelo menos como
leitores”.
Ao se
trabalhar com o jornal na sala de aula, os estudantes entrarão em contato com
diferentes gêneros textuais como editoriais, notícias, artigos de opinião,
crônicas, propagandas, charges e muitos outros. Dessa forma, ele se apresenta
como um instrumento de apoio ao
professor que a cada dia vem trabalhando os gêneros textuais com mais
intensidade, além disso “criando
condições para que os alunos construam os conhecimentos lingüístico-discursivos
requeridos para a compreensão e produção
desses gêneros.”(ROJO,2000)
Já
Marques Melo(1973) sugere a utilização do jornal na sala de aula “ como uma forma de desenvolver a consciência
da cidadania. Mas fazendo-se uma leitura crítica dos jornais; fornecendo-lhes
instrumentos eficazes para tornar os leitores críticos, não só de textos mas do
mundo que os rodeia; mostrando-lhes que não existem jornais neutros nem tampouco
informações puras.”
Enfim,
verifica-se que o jornal é importante não só para aprofundar o domínio da língua
entre os alunos, esclarecer sobre a realidade dos problemas sociais, como
também para desenvolver a formação de leitores críticos, informados e
participantes, que possam interpretar o que está escrito nas entrelinhas das
notícias imparciais de um jornal e ser
capaz de levantar questionamentos, criar discussões e tornar as aulas ainda
mais dinâmicas e interessantes.
Profª Juciane de Souza Pinheiro.

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